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OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

AEP, 2003-11-01

OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

A Direcção da Aliança Evangélica Portuguesa na sua reunião mensal de trabalho reflectiu e debateu o actual momento politico-social e cultural, com um particular destaque para o que actualmente se passa com os meios de comunicação social desde a página impressa, à rádio, à televisão e à Internet.

É preocupante a escalada de desinformação da qual, começando pelos próprios jornalistas ao cidadão comum, todos acabamos por ser vítimas. Torna-se em alguns casos difícil de distinguir o que é verdade do que é pura e simplesmente mentira, da denúncia em relação à calúnia, do que são as afirmações de uma determinada pessoa do que é a interpretação que delas se fazem.

A Direcção da AEP considera que é necessário desencadear toda uma estratégia que vise promover a deontologia dos profissionais dos meios de comunicação, denunciar a manipulação e deturpação dos factos, punir os que não observam as normas do correcto procedimento jornalístico.

Torna-se necessária uma educação para os meios de comunicação, consistente e crítica, que passa pela família em primeiro lugar e pela escola, sem excluir de modo algum as igrejas.

A Direcção da Aliança Evangélica Portuguesa não pode deixar de denunciar a muralha de silêncio dos meios de comunicação social em relação aos eventos da comunidade evangélica, como foi o caso da realização do Dia do Evangélico no Pavilhão Multiusos, a 25 de Outubro último, que concentrou mais de dez mil pessoas. Lamentavelmente desde os canais públicos de televisão aos privados, dos periódicos nacionais às rádios, a indiferença foi a nota dominante. Pelo menos resta-nos a manifestação da surpresa e do desagrado por semelhante ostracismo.

A Direcção da Aliança Evangélica Portuguesa considerou ainda o facto de se verificar em alguns programas televisivos, com um destaque especial para os canais públicos, uma descarada publicidade encoberta às práticas da astrologia, com “consultas” em directo. Impõe-se a pergunta sobre quem é que se responsabiliza por certas e determinadas “revelações” e “orientações” publicamente assumidas e em directo? Será que faz parte do estatuto de serviço público da televisão pública semelhante tipo de prática e cobertura? A Direcção da Aliança Evangélica considera que é inadmissível que tal ocorra em programas de entretenimento, dando a ideia de que se trata de informação científica.

Direcção Aliança Evangélica Portuguesa

Novembro 2003

[Notícia n.º 2377, inserida em 2003-12-04, lida 1306 vezes.]

 

 

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