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SEMANA UNIVERSAL DE ORAÇÃO 2002

Assessoria Oração, 2005-06-20

SEMANA UNIVERSAL DE ORAÇÃO 2002

INDÍCE

Página

Introdução 2

Primeiro Dia “Um Deus e um Senhor” 3

Segundo Dia “A Bíblia, A Palavra de Deus” 4

Terceiro Dia “O Pecado da Humanidade” 6

Quarto Dia “Redimidos pelo Sacrifício de Jesus Cristo” 7

Quinto Dia “Justificados pela Fé” 8

Sexto Dia “O Trabalho do Espírito” 10

Sétimo Dia “Um Povo Reunido e Comissionado” 11

Oitavo Dia “Uma Esperança Segura e Viva” 12

SEMANA UNIVERSAL DE ORAÇÃO

Introdução

O

tema sugerido para a Semana Universal de Oração (6 a 13 de Janeiro) é baseado na Declaração de Fé da Aliança Evangélica Europeia.

Não é um comentário de cada artigo da Declaração, nem um pretexto, nem um manual catequista. O número de referências bíblicas é o mínimo e as notas bibliográficas foram omitidas. Mesmo que os elementos instrutivos ou apologéticos estejam incluídos para tornar a mensagem mais actual, a intenção principal é:

 Pela observação de certos eventos e factos reais, destacar um elemento de surpresa, de maravilha, de prazer ou, uma chamada de atenção.

 Pela compreensão acrescentada de verdades bíblicas fundamentais, salientar a necessidade urgente e importante de sermos arraigados e confirmados na fé (Col. 2:6-7).

 Encorajar a uma decisão e invocar um compromisso de adoração, vigilância, serviço activo e santificação.

É certo que existe mais do que assunto suficiente para uma reunião de oração. Assim, recomendamos que os líderes do grupo escolham, com discernimento, os pontos mais relevantes para uma reunião específica. É melhor evitarem um estudo ou mensagem demasiados longos, a fim de permitir tempo suficiente para a oração em grupo, que é o objectivo principal da Semana Universal de Oração.

Mas os individuais e os grupos devem ser encorajados a usarem o material durante o resto do ano, a fim de prolongarem a meditação e a aplicação prática destes temas.

Que o Senhor nos dirija em unidade pelo seu amor e verdade.

A Aliança Evangélica Francesa

PRIMEIRO DIA

Tema: Um Deus e um Senhor

Declaramos:

“A soberania e a graça de Deus, o Pai, Deus, o Filho e Deus, Espírito Santo na criação, providência, revelação, redenção, julgamento final e consumação”

Leituras Bíblicas:

Gn. 17:1,2; Êx. 20:1-6; Is.43:10-13; Jo. 1:18; I Cor. 8:5-6; Ef. 4:4-5; Rom. 11:33-36; Sl. 63:1-4.

OBSERVEMOS, APRENDAMOS E FAÇAMOS:

Já notou que todos – incluindo os religiosos, assim como os agnósticos e ateus – querem ter a sua opinião sobre Deus, como se todos soubessem de quem estão a falar?

O que sabem acerca de Deus? Onde vão buscar as suas informações? Deus está fora do alcance e da compreensão do homem, contudo Ele nunca está longe. O desejo geral de o procurar ou rejeitar é, na verdade, surpreendente.

Segundo a mensagem da Bíblia, se conhecemos a Deus, é porque Ele se revelou às pessoas. Isto não é o resultado do pensamento filosófico, da especulação ou da superstição religiosa. O Deus da Bíblia é o que deu o primeiro passo para se fazer conhecer dentro da esfera da história humana, por palavras e actos, para alcançar os homens e as mulheres pessoalmente, na sua vida do dia-a-dia. Ele é o que amou, que, na Sua liberdade e justiça decidiu entrar num relacionamento íntimo com as Suas criaturas.

Deus pode ser conhecido como Criador e Salvador somente dentro deste relacionamento caracterizado por um compromisso pessoal de confiança e obediência. Esta foi a experiência de Abraão e Sara, Moisés, Davi, os profetas e os apóstolos. O mesmo se passa connosco, se esta revelação nos iluminou pela Sua graça e poder do Seu Espírito.

Reconhecendo “Um Deus em Três Pessoas”, aproximamo-nos de um mistério que está totalmente fora do nosso alcance. Por outro lado, a singularidade de Deus é a base da Sua soberania, autoridade, santidade, justiça e glória supremas. Numa ideia politeísta, todos estes valores são confusos. Por outro lado, a sua auto-revelação como Deus “Triuno” é a pedra de esquina da união e comunhão dentro da diversidade e da pluralidade. Na verdade conhecemos a Deus, que é invisível, somente porque Ele se tornou visível, assumindo uma aparência humana, tornou-se realidade num corpo humano, o de Jesus Cristo. Através do Seu Santo Espírito, Ele chama homens e mulheres para que possam ser salvos e as suas vidas renovadas. Este é o significado verdadeiro do pacto e promessa, salvação e justiça, graça e santificação.

A importância do equilíbrio não é meramente teológica, mas tem repercussões espirituais e práticas. A presente atitude para com a doutrina da Trindade, leva, por vezes, a uma marcada inclinação para uma das três Pessoas. Isto põe em perigo a doutrina de Um Deus, da Sua soberania, e favorece uma concepção subjectiva da vida cristã. Mas a ênfase demasiada do “Um”, abre caminho para a desvalorização da salvação pela graça em Jesus Cristo, comunicada através do Dom e trabalho do Espírito.

Renovemos a nossa compreensão pela Palavra de Deus. Tenhamos temor pela grandeza e sabedoria de Deus, para que possamos adorá-Lo convenientemente. Que Ele tenha toda a nossa confiança, porque Ele é perfeitamente justo no Seu amor.

Leituras Adicionais:

Gn. 1:1,31; 8:22; Êx. 3:13-15; 34:5-7; Dt. 6:4-5; Is. 9:5-6; 11:1-5; 55:8-11;

At. 17:23-28; Rom. 1:19-21; 2:14; Mt.28:18-20; Jo. 5:19; 10:30; 14:16-20; Hb. 1:1-4; Ap. 4:18 b; 5:12-13;

Oremos:

 Louvemos o Criador de todas as coisas, o Senhor da história, um Pai compassivo e sofredor...

 Confessemos a nossa ignorância e ingratidão, a nossa lentidão em ouvi-Lo e servi-Lo...

 Peçamos-lhe um coração aberto, uma sede renovada de conhecimento, um desejo sincero para servir o Senhor da vida; que possamos afastar-nos do mal, fortalecidos pelo Seu Espírito.

 Intercedamos por todos os que procuram hesitantemente a ajuda e a luz de Deus, para que possam descobrir Jesus Cristo, o Filho que veio procurar e salvá-los...

SEGUNDO DIA

Tema: A Bíblia, A Palavra de Deus

Declaramos:

“A inspiração divina da Escritura Sagrada e a sua fidelidade e autoridade suprema em todos os assuntos de fé e conduta”

Leituras Bíblicas:

Dt. 8:3; Sl. 19:7-11; I Tim. 3:15-17; Jo. 14:6; 8:31-32; At. 17:11

OBSERVEMOS, APRENDAMOS E FAÇAMOS:

Deus – tão sublime, tão diferente, fala-nos, fala-me! Para que possa comunicar connosco, Ele fala-nos através do testemunho dos homens e mulheres, em cujas vidas Ele trabalhou. Este testemunho foi dado oralmente, depois por escrito, para poder ser transmitido aos outros fielmente.

A Bíblia é divina e humana – tal como Jesus é o Verbo de Deus feito carne. A Bíblia é o testemunho que Deus dá de Si mesmo, intervindo na história humana e, principalmente, na história do Seu povo escolhido.

Apesar de respeitar a personalidade dos autores e levando em conta as suas fraquezas e a sua cultura, Deus tratou de os juntar, assim como à escrita das Sagradas Escrituras. Elas são verdadeiras porque são inspiradas por Deus, que é a Verdade. “O que as Sagradas Escrituras afirmam é o que Deus afirma”. A Sagrada Escritura não tem engano, é infalível e fidedigna. A Bíblia não reivindica dizer tudo ou responder a todas as perguntas, mas ensina-nos a considerar todas as coisas à luz da soberania de Deus.

A Lei faz-nos sentir a vontade de Deus, que é procurar a Sua glória e agirmos e comportamo-nos para nosso próprio bem e para bem de todos os homens. As promessas de Deus, os Seus actos de salvação e também de julgamento – e muito especialmente o Evangelho – revela-nos o plano da salvação que Deus preparou desde a eternidade.

Toda a Escritura tem a sua fonte em Jesus Cristo – mostra o caminho que conduz a Cristo e está cumprida. Ele é o fundamento da sua unidade e da sua autoridade. Sem a Palavra não poderíamos conhecer a Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – na Sua sabedoria e poder, na Sua misericórdia e fidelidade.

Temos, portanto, de ouvi-la, recebê-la e ordenar as nossas vidas, dia após dia, em conformidade com as suas orientações. É-nos ordenado lê-la regularmente, e de um modo esclarecido, a fim de sermos impregnados pelos seus exemplos e ensinamentos. Aprendamos a reconhecer a diferença entre o que diz a Palavra e o que cremos que ela diz, ou que queríamos que ela dissesse.

É necessário muita atenção e cuidado da nossa parte no processo de compreensão e de interpretação da Palavra, para discernirmos o que Deus tem para nos dizer hoje e como aplicá-la correctamente.

Leituras Adicionais:

Jos. 1:8; Sl. 119:105,130; Is.55:11; Mt. 5:17-19; Jo. 1:1-5, 14; I Cor.10:6,11; Hb.4:12; II Pd. 1:19-21

Oremos:

 Louvemos a Deus pelo Dom da Sua Palavra e pelo milagre da sua acessibilidade, agradeçamos por tudo quanto tem sido feito no domínio da preservação, da pesquisa, da tradução, da edição, impressão e disseminação da Bíblia, desde a antiguidade até aos nossos tempos...

 Confessemos a nossa negligência, a nossa falsa eficiência, as nossas dúvidas a respeito da nossa percepção e aplicação da Palavra...

 Peçamos a renovação de uma necessidade conscienciosa de alimento da Palavra e mais zelo em fazê-la conhecida; que homens e mulheres possam pregá-la e ensiná-la com força e confiança...

 Intercedamos por todos a quem são confiados os ensinos bíblicos: pais, professores das Escolas Dominicais, pastores, professores universitários; pelas organizações especializadas neste ministério, tanto entre os jovens como entre os adultos; pelas organizações que editam Bíblias e pelas que as distribuem; pelos empreendimentos específicos neste domínio, nas zonas onde vivemos...

TERCEIRO DIA

Tema: O Pecado da Humanidade

Declaramos:

“O pecado universal e a culpa do homem perdido, torna-o sujeito à ira e condenação de Deus”

Leituras Bíblicas:

Gn. 3:1-6; 6: 3-8; Sl. 14:1-3; Jr. 17:9-10; Rm 3:9b, 23; 6:23

OBSERVEMOS, APRENDAMOS, FAÇAMOS:

Hoje em dia a palavra “pecado” já não é aceite. Esta ideia é questionada ou até mesmo desprezada. A primeira prioridade é dada ao prazer de cada um e ao prazer dos que lhe são queridos ou que lhe são necessários. De uma maneira geral não existe qualquer sentimentos de respeito por Deus ou pela Sua glória.

“O pecado não é compreensível, a não ser por um Deus santo e justo, que criou a humanidade à Sua imagem e deu aos povos honra e glória”. A Bíblia afirma que o pecado é a atitude de um ser humano que quer ser como Deus e decidir si mesmo o que é bom e o que é mau. O pecado exclui Deus, porque as pessoas tomam o seu próprio destino nas suas mãos e, consciente ou inconscientemente, tornaram-se os seus próprios deuses. O pecado é, em primeiro lugar, rebelião contra Deus, o Criador do homem, devido ao orgulho inexplicável ou inescusável comandado por um coração insensato e cego. Daí em diante, essa pessoa fica separada de Deus e dominada por toda a espécie de concupiscências.

A ruptura com Deus, causada pelo erro de Adão, significa que todo o nosso ser – corpo e espírito – está agora sujeito à corrupção. Toda a humanidade “em Adão”, perpetua a injustiça, a violência, a idolatria e todos os pensamentos e acções ruins que envenenam os relacionamentos entre as pessoas, nas famílias e entre as nações.

Deus não considera o pecador inocente. A seriedade do pecado é trazida à luz pelo facto de que Deus fala às pessoas e age para com elas como se fossem pessoas responsáveis e condenadas. Além disso, os Seus profetas e apóstolos, como o próprio Jesus, enquanto expunham este pecado trágico e anunciavam o seu julgamento, estavam despedaçados pela dor, devido à dureza do coração das pessoas, porque estavam cientes da justiça de Deus e, ao mesmo tempo, da Sua grande piedade.

Quem pode confessar a realidade terrível da descrença e da desobediência, se não forem reveladas pelo próprio Deus?

Leituras Adicionais:

Sl. 8:3-5; Is. 59:1-16; Jr. 8: 18-23; Mt. 15: 16-20; Rm. 1:21-2:5; Gl. 5:19-20; Ef. 2:1-3; I Jo. 2:15-17.

Oremos:

 Louvemos a Deus pela Sua paciência, porque tem em conta a nossa fraqueza...

 Confessemos o nosso egoísmo e a nossa insensibilidade; as nossas hipocrisias e como perdoamos o mal; como facilmente damos lugar a um espírito de orgulho e julgamento, de violência e inveja; a nossa falta de consideração quando somos confrontados com a tentação ou a sedução...

 Peçamos a Deus para nos levar a uma avaliação correcta e lúcida das nossas acções e motivações....

 Intercedamos por aqueles que lutam com pecados que os acorrentam (mentira, ira, impureza, etc.); por aqueles que têm um ministério de aconselhamento espiritual, pelos educadores, mediadores, tribunais e sistemas de justiça, envolvidos em casos difíceis; por casais e crianças em conflito; pelos prisioneiros; pelos nossos irmãos e irmãs sofrendo com a perversidade dos homens...

QUARTO DIA

Tema: Redimidos pelo Sacrifício de Jesus Cristo

Declaramos:

“A soberania e graça de Deus, o Pai, Deus o Filho e Deus Espírito Santo na criação, providência, revelação, redenção, consumação e julgamento final”.

Leituras Bíblicas:

Mc. 10:45; Jo. 1:29; Rm. 3:24; Hb. 9:11-15,26; 10:12

OBSERVEMOS, APRENDAMOS, FAÇAMOS:

Hoje, a noção de sacrifício parece estar fora de moda e antiquada e só é relevante para algumas tribos estudadas pelos antropólogos – observem! O Criador entra na criação! Jesus, homem sem pecado, toma o lugar dos pecadores, carrega o seu pecado e oferece-se como resgate para salvação daqueles que criou. Nenhum deus ou herói, de qualquer religião, antiga ou moderna, levou sobre si o castigo devido a uma humanidade pecadora.

Alguns teólogos recusam-se a ver na morte de Cristo um sacrifício verdadeiro oferecido pelo Pai e consentido pelo Filho. Contudo, a morte de Jesus na cruz, revelou, tanto o terrível peso do pecado, do mal e da horrível morte, como o preço inestimável que Ele pagou para nos libertar. Aqui Deus manifesta a Sua justiça que não pode tolerar o pecado, mas acima de tudo, prova, de uma maneira clara, o Seu infinito amor pelo pecador que deseja salvar.

Os sacrifícios no Velho Testamento estão descritos em detalhe: o sacrifício do cordeiro na primeira Páscoa no Egipto, que levou à libertação do povo de Deus; o pacto selado por Deus com o Seu povo no Sinai; os vários sacrifícios de animais no altar do tabernáculo no deserto e no altar do templo em Jerusalém, para expiar os pecados do povo.

Assim foi anunciado o sacrifício final, inesperado e impensável: Deus enviaria o Seu Filho como Cordeiro imaculado. O Filho, o supremo Sumo Sacerdote, oferecer-se-ia, uma vez por todas, como uma vítima. A Sua vida, o Seu sangue derramado, é a garantia única e suficiente da nossa redenção. Este sacrifício cobre e lava todos os nossos pecados. Jesus, ressurrecto e sentado à mão direita de Deus, pode, daqui em diante, advogar a nossa causa. Ele mesmo ofereceu o sacrifício que nos traz a completa comunhão com o Pai.

Cremos nestes actos de Deus e o preço pago por nós? Confiamos neste Deus, tão justo, que nos amou tanto?

Leituras Adicionais:

Is. 53:4-10; Hb.2:14-15,17-18; 4:15; Gl.3:13; Col. 1:20; I Pd. 1:18-20; I Jo. 2:2; Ap. 5:9

Oremos:

 Louvemos a Deus pela Sua graça manifestada em Jesus Cristo, pelo seu sacrifício oferecido pelo Pai e consentido pelo Filho, que nos livra das consequências fatais do pecado...

 Confessemos a nossa relutância em deixarmos que Ele nos revele, a nossa falta de fé num Deus santo que é justo e compassivo para connosco.

 Peçamos a Deus que nos conceda o Seu Espírito de poder, de sabedoria e de amor, para comunicarmos fielmente a mensagem da morte e da ressurreição de Jesus...

 Intercedamos por aqueles que estão à nossa volta, para que se convençam da sua necessidade em aceitarem o sacrifício de Cristo para poderem ser salvos; pelos pregadores e evangelistas, para que possam apresentar esta mensagem fiel e claramente...

QUINTO DIA

Tema: Justificados pela Fé

Declaramos:

“A Justificação do pecador só pode ser obtida pela graça de Deus através da fé no Cristo crucificado e levantado dos mortos”

Leituras Bíblicas:

Rm. 3:21-22,24,26-29; 5:1-2; IICor.5:21; Gl.5:5

OBSERVEMOS, APRENDAMOS, FAÇAMOS:

Desponta um novo amanhecer, o temor dá lugar à alegria da liberdade! O culpado é absolvido, o condenado é libertado! Quem é este juíz que transforma a situação da humanidade perdida?

A expressão “justificação” é tirada do vocabulário judicial. Significa, não somente que o pecado do pecador é perdoado, mas ainda mais, que está reintegrado na sua dignidade e aceite em paz na presença de Deus, reconciliado com Ele.

A justificação tem origem na graça de Deus. Não é merecida nem comprada, porque é completamente grátis. É de graça para o pecador porque o preço da sua justificação foi pago por outro. Na verdade, Jesus Cristo morreu em seu lugar. Jesus morreu na cruz pelos nossos pecados e ressuscitou. A Sua ressurreição é a prova da validade da Sua morte. É a garantia do perdão, justificação e reconciliação pelo pecador. Ninguém é justificado ou salvo fora desta comunhão com o Cristo ressurrecto. Compartilho a Sua justiça somente quando estou unido a Ele.

Esta justificação vem somente pela fé. Temos de ter cuidado para não pensarmos que a nossa fé é uma marca de mérito, um trabalho em resposta ao qual Deus tem de nos conceder a nossa absolvição. Não podemos dar nada em troca, tanto espiritual como materialmente: nem trabalho, nem dons, nem sofrimento, nem mérito. Esta graça é concedida pelo sangue de Jesus Cristo. A nossa fé é simplesmente o meio pelo qual Deus nos comunica a Sua graça. É como uma mão agarrando o Dom gratuito de Deus.

Este Dom incompreensível é de graça, mas não é barato: está à minha disposição, mas não é forçado. Se Deus está pronto a receber-me, limpar-me, restabelecer-me na sua justiça, responderei à Sua bondade com descrença ou indiferença, ou pelo arrependimento e a fé?

Leituras Adicionais:

Gn. 15:6; Sl.32:1-2; Hab.2:4; Gl.2:16; Ef.2:8-9; Fil.3:9; Hb.11:6

Oremos:

 Louvemos a Deus pela lavagem de todos os meus pecados, pelo perdão das minhas faltas e porque Ele declara que estou justificado pela graça...

 Confessemos os nossos actos e palavras injustas; a nossa tendência para nos justificarmos a nós próprios; a nossa falta de fé na graça de Deus...

 Peçamos-Lhe ouvidos prontos a ouvir e um espírito de humildade; um desejo de sermos desafiados pela Palavra de Deus...

 Intercedamos por aqueles que têm sede de justiça; por aqueles que sofrem pelo Evangelho e pela justiça; pelos que trabalham por justiça...

SEXTO DIA

Tema: O Trabalho do Espírito

Declaramos:

“O trabalho esclarecedor, regenerador, íntimo e santificador do Espírito Santo”

Leituras Bíblicas:

Jo. 3:5-6; 16:7:15; Rm. 8:9,14-17,26-27; Gl. 5:25; Ap. 3:22

OBSERVEMOS, APRENDAMOS, FAÇAMOS:

Crer em Jesus Cristo, aceitar sermos redimidos do nosso estado perdido, perdoados e declarados justos simplesmente pela graça, reconciliados e recebidos na paz de Deus, tudo isto está

ao alcance da nossa compreensão. Mas quem ousaria imaginar que o autor de todas estas coisas, pudesse vir, pelo Seu Espírito, habitar no coração humano que Ele purificou?

Lembro-me da alegria de um amigo do Haiti, que, quando chegou à Europa, viu neve pela primeira vez. Ele sabia que a neve existia. Tinham-lhe dito que era algo branco, frio e leve. Mas quando tocou nela com as suas próprias mãos, o seu conhecimento deu um salto gigante. De teórico, tornou-se vivo e prático, carregado de emoção e força.

É o mesmo que sucede quando o Espírito Santo intervém e entra na nossa vida e alma. Sem o Espírito de Deus não poderá haver fé verdadeira nem experiência cristã. Porque é Ele que permite que vivamos, interiormente, os ensinamentos que nos são comunicados pelas Escrituras, dando-lhes força e poder.

Ao sermos iluminados, o Espírito revela-nos a verdade sobre nós mesmos e a nossa situação e leva-nos à verdadeira conversão. Ao regenerar-nos, o Espírito dá-nos nova vida e transforma o nosso interior, criando novas motivações e dando-nos novas forças para fazermos o bem. Pela Sua presença dentro de nós, Ele dá-nos conforto, corrige-nos, instrui-nos. É o Espírito de Cristo que nos faz crescer e atingir a maturidade na fé e no serviço de Deus juntamente com os nossos irmãos e irmãs em Cristo.

Resumindo, o Seu objectivo constante é formar dentro de nós a imagem de Jesus Cristo, para que possamos desenvolver as Suas qualidades e seguir o Seu exemplo. Este é o trabalho da santificação que o Espírito realiza. Ele está pronto a ajudar-nos em todas as nossas fraquezas. Contudo, também somos chamados a vigiarmos e a não O ofender e a não esmorecermos.

Estamos determinados a ouvi-Lo e a seguirmos os Seus passos, a sermos moldados e guiados por ele?

Leituras Adicionais:

Ez. 36:25-27; Jo. 14:16-18, 23-26; At. 1:8; I Cor. 12:3-7,11-13; Gl. 5:16-18, 22-25; Ef. 4:30; I Tess. 5:19; I Pd. 4:14

Oremos:

 Louvemos a Deus pelo Dom do Seu Espírito; porque não estamos sós; pelas transformações que Ele opera...

 Confessemos a nossa surdez espiritual, as nossas pretensões e confusões...

 Peçamos corações abertos e obedientes, discernimento equilibrado; que possamos deixar que o “fruto” cresça e amadureça; que possamos exercer humildemente os dons que Deus nos concedeu, para Sua honra e para o bem da Sua Igreja...

 Intercedamos uns pelos outros, como Jesus, segundo o Espírito...

SÉTIMO DIA

Tema: Um Povo Reunido e Comissionado

Declaramos:

“O sacerdócio de todos os crentes, que formam a Igreja Universal, de cujo corpo Cristo é a cabeça e que está comprometido pelo Seu mandamento da proclamação do Evangelho por todo o mundo”

Leituras Bíblicas:

Mt. 16:18b; Jo. 20:21; Col. 1:18a; I Pd. 2:4-5,9-10; Tt. 2:14; Hb.13:15-16

OBSERVEMOS, APRENDAMOS FAÇAMOS:

Um único sacerdote e todos somos sacerdotes! Somente um realizou tudo e obteve o que nenhum sacrifício e nenhum outro sacerdote humano poderia obter. Assim, todo o antigo sistema foi substituído pelo novo: em Cristo, e somente Nele, nos são oferecidos o perdão e a comunhão com Deus. Todos podem, assim, tornar-se sacerdotes, associados ao trabalho de Cristo e na sua continuação, pela vida que Ele oferece e renova.

Todos são sacerdotes, sem distinção de sexo, raça, posição social ou funções. Isto significa que todos são consagrados a Deus, como “santos”, vivendo na Sua casa, na Sua família e descobrindo cada dia algo da Sua sabedoria, da Sua grandeza, do Seu amor. Todos tomam parte, activamente, no serviço de louvor e intercessão. Todos são mensageiros do convite que Ele dirige a todo o mundo: “Reconciliemo-nos com Deus, reconciliemo-nos uns com os outros.”

Deus está incessantemente acompanhando de muito perto o Seu projecto de reunir todos os que o invocam. A unidade a comunhão do seu povo, da Sua igreja, do Seu corpo, não são o resultado dos esforços humanos, mas o efeito da sua graça: o fruto do Espírito.

Contudo, Ele deu-nos a responsabilidade de cuidarmos e nos esforçarmos por manter esta unidade em verdade e amor.

Portanto, ofereçamos a Deus o sacrifício que Ele espera de nós: não somente em palavras, mas através das vidas resplandecentes da Sua luz. Conhecemos, de facto, o nosso Pai? Vivemos em comunhão com Ele? Preocupamo-nos em manifestar a nossa unidade, vivendo como súbditos do Reino, concedendo a cada irmão e irmã o respeito que lhes é devido, uma vez que eles também são sacerdotes do Altíssimo?

Leituras Adicionais:

Mt. 28:18-20; Jo. 17; Rm. 12:1-2,4-5; Ef. 2:10,21-22; Hb. 2:17-18; Ap. 1:6

Oremos:

 Louvemos a Deus pela Sua misericórdia, a Sua protecção, o futuro que Ele está planeando para a Igreja...

 Confessemos a nossa estreiteza de espírito, as nossas rivalidades, as nossas invejas, as nossas lutas pelo poder ... Tenhamos cuidado com o mal!

 Peçamos um espírito de serviço, de respeito, de amor, de abertura; a capacidade de reconhecermos as necessidades reais...

 Intercedamos pelas nossas igrejas e pelas nossas comunidades, a nível regional e nacional; pelos seus líderes; pelas relações de compreensão e colaboração mútuas; pelo testemunho; pelos projectos e acções evangelísticas; pela disseminação missionária; pelo trabalho social e de solidariedade...

OITAVO DIA

Tema: Uma Esperança Segura e Viva

Declaramos:

“A expectativa da Vinda, pessoal e visível, do Senhor Jesus Cristo, em poder e glória”.

Leituras Bíblicas:

Mc.13:16; Mt. 25:31-32; Rm. 8:19-24; Col. 1:20; I Tess. 5:1-11; Ap. 22:17-20

OBSERVEMOS, APRENDAMOS, FAÇAMOS:

O que sabemos do futuro? As atitudes dos povos – talvez também as dos cristãos – oscilam de acordo com a sua época, crenças, preconceitos e temperamentos, entre o temor e os sonhos especulativos, motivados pelos sentimentos anónimos de pessimismo, optimismo, fatalismo ou cepticismo. Quando enfrenta a morte, todo o ser humano se revolta contra o que parece intolerável e espera, e deseja algo, - mas o quê? O pensamento da eternidade está seguramente ancorado no coração de todos os povos, apesar da amargura, da resignação, da indiferença ou da loucura. Não somos todos criados à imagem de Deus?

No turbilhão de incertezas, circunstâncias e acontecimentos, a expectativa cristã de vida eterna rasga a escuridão e apresenta-se com uma mensagem clara. Não! A humanidade não é um acidente da “natureza”. A expectativa gerada à volta da possibilidade de nos salvarmos da frustração que, parece, a todos ter dominado, não é um mito nem um “narcótico”.

A esperança cristã surge da revelação de Deus de que tudo, em todo o universo, tem um significado. Está baseado na Sua fidelidade constante em guardar o Seu pacto e as Suas promessas, sobre a lembrança dinâmica das Suas constantes e renovadas acções e sobre o testemunho ininterrupto das Suas testemunhas através dos séculos.

A expectativa da volta do Senhor não é uma miragem distante, ou visão baseada nos nossos próprios desejos.

Já podemos ver os sinais eminentes, por Jesus Cristo profetizados, da vinda do Reino de Deus. A vinda de Cristo resolverá o enigma do mal, revelará a perfeição da Sua Igreja, e testemunhará a ressurreição de todos aqueles que viveram na terra, trará o julgamento final do nosso bom Deus, justo e poderoso e procederá ao estabelecimento definitivo de uma nova criação.

Cremos hoje na vinda “breve” do nosso Senhor? Esta esperança deve dar-nos vida: mudar o temor e a falta de coragem em coragem e perseverança. Não nos deve provocar apenas uma auto-satisfação, mas especialmente motivar-nos a nos envolvermos e a nos mobilizar com todas as nossas forças, para representarmos a justiça e a salvação. Esta atitude resultará em corações piedosos e consciências santas e vigilantes.

Leituras Adicionais:

Is. 11:1-20; 21:11-12; Sl. 130:5-6; Mt. 24:11-14; Fl. 3:20-21; I Tess.4:13-18; II Pd. 3:4, 8-13; I Jo.3:2-3; Ap. 22:11-12

Oremos:

 Louvemos a Deus pela promessa e certeza da vinda de Cristo; pela conclusão de todas as coisas...

 Confessemos a nossa falta de visão, o nosso apego aos negócios deste mundo, o nosso esquecimento; as nossas falsas esperanças e imaginação; a esperança duvidosa sobre a vinda do nosso Senhor, pela nossa falta de fé e ignorância.

 Peçamos para sermos achados vigiando e orando, proclamando o Evangelho da vida e trabalhando com perseverança e serenidade...

 Intercedamos pelos nossos irmãos e irmãs que estão sendo tentados na sua esperança; por aqueles que estão firmes, apesar das privações e sofrimentos; pelos homens e mulheres que governam os povos da terra...

[Notícia n.º 2726, inserida em 2005-06-20, lida 2183 vezes.]

 

 

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