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MISSÃO NUM MUNDO EM MUDANÇA

Assessoria Missões, 2005-07-13

MISSÃO NUM MUNDO EM MUDANÇA

1. Condenamos qualquer tipo de violência. A vida humana é criação de Deus, deve ser valorizada e protegida. Solidarizamo-nos com todos os que estão sofrendo.

2. Recusamos o conceito de que Deus apoia a guerra, quer seja a “jihad” ou a “cruzada”.

3. Recusamos todo o ódio criado por razões de religião, política ou de raça e condenamos qualquer declaração de políticos, líderes religiosos ou periodistas que gere este ódio (Mateus 5.9). Como crentes somos chamados a amar a todos incluindo os muçulmanos. Confessamos que às vezes temos falado dos muçulmanos como se fossem o inimigo em vez das vítimas do mesmo pecado que nos escravizou. Resolvemos proteger os que são vulneráveis e inocentes especialmente o estrangeiro muçulmano. (Deuteronómio 10.19)

4. Recusamos o conceito de que a missão entre os muçulmanos é uma competição religiosa para a hegemonia religiosa e espiritual. Arrependemo-nos das cruzadas históricas, pedimos perdão aos muçulmanos e recusamos qualquer cruzada actual. Mas declaramos que a missão entre os muçulmanos não se insere numa cruzada e que a salvação se deve anunciar aos muçulmanos. Isto representa o seu direito em receber o evangelho como o nosso em promovê-lo.

5. Reconhecemos que as divisões e desigualdades do mundo geram ódio e extremismos, os sistemas religiosos e económicos tanto como os indivíduo compartilham a culpa.

6. Reconhecemos que os actos de terrorismo não reflectem o desejo da grande maioria dos muçulmanos e condenamos qualquer ataque racista aos muçulmanos como resposta aos atentados.

7. Reconhecemos que os atentados podiam tornar a missão cristã entre os muçulmanos mais difícil mas isto não nega o mandado de Deus para o discipulado das nações e ainda o torna mais urgente (Mateus 28.16-20). A mensagem de amor e a reconciliação do evangelho deve ser anunciada em termos fortes para que a paz seja restaurada (II Coríntios 5.11-6.2).

8. Declaramos que a vingança é do Senhor (Deuteronómio 32.35) e qualquer intento de vingança é cair em pecado. A Bíblia chama-nos a não nos vingarmos (Mateus 5.39). Chamamos pois todos os líderes das nações (tanto os líderes muçulmanos como aos demais líderes mundiais) a reflectir antes de usar a força, que actuem para a justiça e a paz e não para a vingança e o orgulho.

9. Declaramos a soberania de Jesus Cristo sobre todas as nações e sobre as nossas vidas. Confessamos que não temos sido o modelo de obediência que deveríamos ter sido (Êxodo 19.3-5, Isaías 49.6).

10. Declaramos que Deus é Deus da história mesmo que às vezes assim não pareça. Declaramos que Deus actua na história e usa a história para realizar a sua vontade no mundo (Provérbios 16.4). Apesar do pecado que há no homem, Deus pode usar estas circunstâncias para o estabelecimento do Seu reino e salvação às nações.

11. Declaramos o amor de Deus para todos os povos sem excepção e o Seu desejo de bem-estar físico, social e espiritual de todos, incluindo os povos muçulmanos. Solidarizamo-nos com todos os que estão sofrendo sem ter em conta a sua raça, religião ou postura política.

12. Declaramos o direito de todos os crentes de todas as religiões a praticar e promover a sua religião e o direito de cada pessoa a converter-se de uma religião a outra, segundo a Declaração dos Direitos Humanos das Nações Unidas. Declaramos ainda a nossa convicção de que isto se deve aplicar tanto aos muçulmanos no nosso país como aos cristãos nos países muçulmanos. Resolvemos defender os direitos do culto livre na Argentina para todos os credos como também para todo o mundo.

13. Declaramos que o nosso entendimento de missão cristã entre os muçulmanos é um serviço de amor, que é integral e abarca o físico, o social e o espiritual.

14. Cremos que a única forma de termos paz entre os muçulmanos e os cristãos é uma tolerância baseada na verdade do evangelho fundamentada no dom que Deus nos deu do livre arbítrio (Génesis 3). Porém recusamos o conceito pluralista de que não devemos evangelizar porque é uma forma de estabelecer a paz entre as diferentes religiões.

15. Finalmente cremos que o nosso compromisso é com Jesus Cristo e o seu evangelho, declaramo-nos cidadãos do Reino de Deus para anunciar e viver as boas novas entre todas as nações incluindo os povos muçulmanos. Comprometemo-nos a fazer isto com sensibilidade e com uma atitude de humildade, arrependimento e amor.

Posição assumida pela Rede de Missões Mundiais desde 2001

[Notícia n.º 2758, inserida em 2005-07-13, lida 1744 vezes.]

 

 

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