De fato, o mundo jaz no Maligno… (I João 5.19)
Estamos vivendo o cumprimento profético na história da igreja. Percebemos transformações e inversões de valores em todos os sentidos, e concluindo que isso é mesmo o “inicio das dores” (Mateus 24.8).
Fomos afetados pela crise financeira, legalização do aborto, casamento homossexual, perseguição aliada a concessão religiosa, esfriamento do amor, politica mundana e totalmente corrompida dentro dos átrios da casa do Senhor. Muitos líderes estão espiritualmente fracassados, alienados de Deus, cheios da falsamente chamada ciência (I Timóteo 6.20). São doutores segundo os rudimentos deste mundo. Carregam uma teologia duvidosa no seu escopo, não crêem na infalível palavra de Deus e na suficiência da Graça de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Estão cheios de amargura, ressentimentos, depressão e adultério.
Nossa juventude é igual ou pior do que a transviada deste mundo tenebroso, visto que está cheia de prostituição, sensualidade, conceitos demoníacos, rebeldes em toda a maneira de viver, verdadeiramente, aprendizes de feiticeiros.
O mandamento que diz: “Não ameis o mundo, nem as coisas que no mundo há” (I João 2.15), há muito foi substituído por “amem o mundo e tudo o que ele te oferecer”.
Basta dizer que o número de divórcio, gravidez na adolescência, sexo antes do casamento e, infelizmente, um grupo cada vez maior de filhos de crentes que se enveredam no sombrio caminho da homossexualidade são, na igreja, proporcionais ao do mundo. A igreja, que deveria ser sal e luz (Mateus 5.13 e 14), tem sido personagem principal neste real filme de terror.
A igreja “genérica” tem sido a preferida pois, como o mentiroso ditado diz que “a voz do povo é a voz de deus”, a verdade tem mesmo sido essa (embora “deus” só possa ser um capeta qualquer)! Assim, há igrejas genéricas para todos os gostos, ou melhor, desgostos: Igreja para surfista, para punks, para homossexuais, para roqueiros, pagodeiros, para a turma do hip-hop, rap, sertanejo, igreja para dançarinos, atores de teatro, para as diversas tribos que surgem com o modismo ditado pelo diabo, “igreja palanque eleitoral”, igreja do pastor fulano de tal, e, a lista continua…
O culto a Mamom talvez seja o mais difundido no chamado meio evangélico. Campanhas e mais campanhas de prosperidade, bem-estar e sucesso são o carro chefe no inchamento de denominações que, neste tipo de aborto evangelístico, encontraram a fórmula para manipularem seus ignorante (embora fiéis) seguidores. A cruz de Cristo foi suplantada por Mamom; o arrependimento, por bem-estar; e o poder do evangelho para transformação e salvação, por sucesso. Ah! se os dias não fossem abreviados, o que seria de nós?
Como se não bastasse, os títulos que estão em voga, assombram até o cerimonial do Reino da Esbórnia. São tantos os bispos, apóstolos, ministros, presidentes, diretores, fundadores presidentes de ministérios internacionais e donos daquilo que rotulam de igreja, que os pobres e meros mortais diáconos, evangelista e pastores já não são dignos nem mesmo de se assentarem aos pés de tão dignitários oficiais mandatários de um reino que, com certeza, não é o de Deus, pois, na verdade, abriram a porta para o diabo e, “com muita educação e medo de ofender”, pediram para o Senhor Jesus sair. Como varão educado que é, Ele foi mesmo embora.
O evangelho parece não mais ser o Poder de Deus para a salvação e transformação do perdido.
Aliás, o evangelho da renúncia, da mortificação, da abnegação e do Senhorio de Jesus Cristo perdeu lugar para o “evangelho do seja feita a minha vontade, da realização pessoal, da minha felicidade, do “eu”, e do “eu”, e do “eu”.
E os jargões? Deus é amor! Nós vivemos na época da graça e não da LEI! Ele conhece a sinceridade do meu coração! Eu vou à igreja todo os domingos e “pago” o meu dízimo! Caramba! Até quando?
Será que ninguém de fato está interessado no significado de uma eternidade sem Deus? Será que o inferno é algo que não assusta a mais ninguém? O que está acontecendo? Não podemos nos associar a esse tipo de situação que, creia, querido irmão, já invadiu a igreja e cauterizou a mente de líderes e liderados.
Não podemos nos esquecer das palavras do apóstolo Paulo que disse: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. (II TIMÓTEO 3.1-7)
E mais: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. (II Timóteo 4.3 e 4)
Para concluir, gostaria de citar as palavras do Filho de Deus que disse: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz as Igrejas” (Apocalipse 2.7,11,17,19; 3.6,13,27)
Leia, medite, estude, proclame. Mas acima de tudo, obedeça a palavra do Senhor. Sei que ainda existem aqueles que não dobraram seus joelhos diante de Baal. Sei que ainda existe uma Igreja pura e lúcida que honra a majestade bendita de Jesus Cristo.
O meu desejo? Que estejamos nela. Edificados na Rocha. Essa rocha é Cristo.
No amor de Cristo,
Pr. Dale Robson Silva.
Pastor da Primeira Igreja Evangélica Batista de Ponta Delgada. Em S. Miguel – Açores -Portugal